21 de novembro de 2017

Estátua de Satanás erguida próximo à Casa Branca


Estátua de Satanás erguida próximo à Casa Branca

Julio Severo
Um evento da Nova Era de três dias no Parque Nacional de Washington na capital dos Estados Unidos apresentou um enorme dragão de sete cabeças como um símbolo exagerado de Satanás. Um proeminente rabino disse que o evento é o ressurgimento do paganismo, um pecado antigo que está voltando ao mundo.
O terceiro festival anual Catharsis no Parque Washington, intitulado Vígilia da Cura, foi realizado como uma encarnação politicamente motivada do Festival do Homem em Chamas do qual se desenvolveu. Catharsis, realizado de 10 a 12 de novembro, retratou um conjunto de arte, música, palestras, exibições interativas, meditação, cura e seminários da Nova Era. Mas diferente do Homem em Chamas, realizado numa localidade desértica isolada, a reunião em Washington teve orientação política.
O evento retratou um dragão de metal vermelho de sete cabeças de mais de 20 metros de altura. O dragão, que tem o nome do deus egípcio Abraxas, teve a intenção clara de ser uma referência a Satanás conforme está no livro de Apocalipse. O dragão, como muitos elementos do evento, foi antes usado no Homem em Chamas, um festival anual realizado no deserto de Nevada que atrai dezenas de milhares de pessoas do mundo inteiro.
O Catharsis no Parque Nacional de Washington, que está sob a administração direta do governo dos Estados Unidos, foi cercado de polêmica na sua fase de planejamento. Os organizadores haviam recebido permissão de levantar uma escultura de metal de 14 metros de altura e 7 toneladas de uma mulher nua intitulada “Revolução-R” em frente do Monumento de Washington, diante da Casa Branca. Os organizadores queriam que a escultura ficasse ali quatro meses, mas a permissão foi revogada e no final, só tiveram permissão de realizar tudo em três dias.
No ano passado, Vladimir Herrera (chamado de O Profeta entre grupos de Nova Era) disse: “Com o Catharsis no Parque Nacional inteiramente grátis, pudemos mostrar para milhares de turistas, amigos e participantes um vislumbre da magia que podemos criar quando trabalhamos juntos.”
Com informações de BreakingIsraelNews e Burning Man.
Leitura recomendada:

20 de novembro de 2017

Eleitores evangélicos são a maior ameaça a Lula na eleição presidencial de 2018


Eleitores evangélicos são a maior ameaça a Lula na eleição presidencial de 2018

Julio Severo
Reportagem da Folha de S. Paulo de outubro passado revela que evangélicos são a maior ameaça para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2018.
Essa ameaça acontece porque, mais preocupados com valores morais, os evangélicos rejeitam o aborto e a agenda gay e buscam candidatos mais próximos de valores conservadores. De acordo com a Folha, a maioria dos eleitores evangélicos rejeitará Lula escolhendo as opções disponíveis, especialmente Jair Bolsonaro e Marina Silva.
Na eleição presidencial de 2014, muitos eleitores evangélicos votaram em Marina, não porque entendiam as posturas socialistas radicais dela, mas porque ela era falsamente retratada como “conservadora,” isto é, como uma candidata abertamente oposta ao aborto e à agenda gay. Na realidade, Marina nunca foi clara nessas duas questões.
Tive uma grande batalha em 2014 para revelar para o público evangélico no Brasil e nos EUA que a imagem conservadora de Marina era falsa. Grandes líderes evangélicos se comunicaram comigo pedindo que eu parasse de escrever contra ela, para não atrapalhar uma possível eleição dela. Mas tive de continuar escrevendo conforme minha consciência cristã me orientava, pois não era e não é certo aceitar uma imagem conservadora em quem não dava honra ao conservadorismo.
Graças aos muitos alertas, a população evangélica tem agora um pé atrás com o falso conservadorismo de Marina. Muitos eleitores evangélicos não mais a veem como opção.
Por falta de opção, os eleitores evangélicos que não querem de forma alguma ver Lula ganhar estão optando por Bolsonaro, que tem uma carreira política, desde a década de 1990, envolvida em causas direitistas, especialmente a defesa intransigente do antigo regime militar.
Reconhecendo o poder dos evangélicos, houve em 2016 uma tentativa desastrada de criar um “Bolsonaro evangélico,” com sua ida a Israel e especialmente seu batismo no Rio Jordão, realizado pelo Pr. Everaldo, presidente do Partido Social Cristão (PSC) e pastor assembleiano.
Apesar da desastrosa propaganda do batismo no Rio Jordão, foi exatamente graças à ajuda inicial do Pr. Everaldo que a imagem de Bolsonaro cresceu entre evangélicos. Esse esforço todo redundou nos resultados vistos em outubro de 2017:
* Reportagem da Folha de S. Paulo teve como manchete: “Evangélicos impulsionam Bolsonaro e Marina e derrubam Lula, diz Datafolha.”
* Reportagem do GospelPrime, o maior portal evangélico do Brasil, teve manchete semelhante: “Eleitor evangélico ajudou na ascensão de Bolsonaro.”
Tradicionalmente, os evangélicos são muito mais hostis à esquerda do que os católicos, que têm tradicionalmente mais abertura para ideias socialistas.
A força evangélica contra a esquerda não é só reconhecida no Brasil. Em agosto passado The Nation, a revista progressista mais antiga dos EUA (publicada desde 1860), disse que os evangélicos do Brasil são a maior força conservadora e a maior resistência ao socialismo no Brasil.
Apesar de que reconhecidamente uma possível eleição de Bolsonaro depende dos evangélicos, ele não tem conseguido demonstrar muito bem sua simpatia por essa força. Grupos extremistas na base de Bolsonaro atribuem a ascensão dele ao astrólogo Olavo de Carvalho, que vive como imigrante autoexilado nos Estados Unidos.
Bolsonaro respondeu a esses grupos extremistas, que não têm força suficiente para elegê-lo, com a promessa de um cargo de ministro para o astrólogo. Confira a promessa de Bolsonaro neste vídeo: https://youtu.be/XWx3wzh0dVE
Fica, no mínimo, estranho Bolsonaro, que não ofereceu nenhum cargo de ministério para Silas Malafaia e outros pastores (mesmo depois de Malafaia ter realizado o terceiro casamento dele) prontamente dar tal cargo a um líder ocultista que xinga abertamente os pastores.
Fica mais estranho ainda os evangélicos serem a maior chance política de Bolsonaro, mas ele entregar toda a glória a um mero astrólogo, que desculpa a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos.
Esses grupos direitistas extremistas, também chamados de olavetes, berram contra toda atitude esquerdista anticristã.
Mas os sentimentos dos esquerdistas não são muito diferentes do que o astrólogo sente. Quando o astrólogo faz pouco caso da Inquisição, ele faz pouco caso de se matar evangélicos e judeus.
Por que até agora Bolsonaro não se manifestou para denunciar a propaganda da Inquisição feita por um imigrante brasileiro nos EUA que é insistentemente procurado por seus próprios filhos?
Se Bolsonaro sabe repudiar os sentimentos anticristãos dos esquerdistas, por que, em vez de repudiar os sentimentos antievangélicos do propagandista da Inquisição, ele promete um cargo de ministro para o propagandista?
A contradição de Bolsonaro não é visível apenas nesse caso, onde ele dá apoio a um astrólogo antievangélico em detrimento da força incomparável dos eleitores evangélicos.
Embora já tivesse um longo histórico direitista de defesa intransigente do antigo regime militar, em 2002 Bolsonaro apoiou abertamente o deputado comunista Aldo Rebelo para ministro da Defesa. Ele então disse: “Vim tentar um espacinho na agenda do Lula para desmentir essa história de que o Aldo tem restrições nas Forças Armadas. Pelo contrário, é uma pessoa que entende do assunto e tem grande respeito… As coisas mudaram. Hoje, comunista toma uísque, mora bem e vai na piscina.”
Bolsonaro já manifestava apoio a Lula, conforme este vídeo: https://youtu.be/qaFT4kX3iL4
Fiel aos meus princípios conservadores, em 2002 eu estava fazendo campanha contra Lula, por ver nele uma ameaça socialista contra a vida e a família. Aliás, eu via Lula como ameaça desde a década de 1980. Nem Lula nem nenhum outro candidato socialista nunca foi opção para mim.
Se os evangélicos anti-Lula pretendem votar em Bolsonaro, é preciso compreender que nem sempre ele foi contra Lula e os comunistas. Quando Lula estava no alto, Bolsonaro mostrou simpatia. Agora que Lula é um cachorro morto e todos chutam, Bolsonaro dá seus chutes também.
Mas no caso de Aldo Rebelo, a mudança foi realmente nos comunistas ou em Bolsonaro?
Seu batismo no Rio Jordão foi uma mudança espiritual ou uma mudança de tática?
Ter apoio dos evangélicos e jogar beijos para um astrólogo antievangélico sinaliza mudanças ou oportunismo do jogo político sujo?
Marina Silva, que insisti durante anos que não era conservadora, era uma imagem falsa. E quanto ao Bolsonaro e suas ligações com o astrólogo? E quanto ao Bolsonaro e suas mudanças imprevisíveis?
Quantos tipos de Bolsonaros “mudados” os evangélicos brasileiros conhecerão antes, durante e depois das eleições?
Talvez um Bolsonaro que, depois de eleito, diga: “Se não fosse pelo astrólogo, eu não estaria aqui.”
Um batismo de sinceridade seria muito mais útil do que um batismo no Rio Jordão.
Contudo, o apoio evangélico não é garantido. Se aparecer um candidato realmente evangélico conservador, os eleitores evangélicos deixarão Bolsonaro, cuja eleição então dependerá exclusivamente do astrólogo e seus adeptos extremistas.
Leitura recomendada:

19 de novembro de 2017

Três pastores acusados de seduzir meninas adolescentes, pagando por sexo


Três pastores acusados de seduzir meninas adolescentes, pagando por sexo

John Seewer
TOLEDO, Ohio, EUA — Três pastores trabalhavam juntos para seduzir meninas adolescentes para ter sexo, muitas vezes por dinheiro, e compartilhavam fotos e vídeos das meninas, disseram promotores públicos federais.
Cordell Jenkins, Anthony Haynes e Kenneth Butler
Um fundou sua própria igreja e fez muitos seguidores na cidade de Toledo. Os outros dois administravam congregações com poucas dezenas de pessoas que se reuniam em espaços alugados.
Todos os três alegaram inocência na terça-feira para acusações que incluíam tráfico sexual de crianças e exploração sexual de crianças. Cada um pode ser sentenciado à prisão perpétua se condenado.
Documentos do tribunal federal descrevem como um dos pastores havia feito sexo com uma menina no escritório de sua igreja e como outro usou seu telefone para se gravar tendo sexo com uma adolescente.
Havia pelo menos três vítimas mencionadas na acusação, a mais nova tendo 14 anos.
Enquanto os homens — Cordell Jenkins, 47, Anthony Haynes, 38, e Kenneth Butler, 37 — todos dirigiam suas próprias igrejas, os promotores públicos federais disseram que a investigação estava ligada e permanece em andamento.
Haynes e Jenkins foram presos em abril enquanto Butler, que mais recentemente tomava conta de uma pequena igreja em que sua esposa era co-pastora, foi preso em outubro.
Lorin Zaner, advogado de Jenkins, disse que ele não viu todas as evidências que os promotores ajuntaram, de modo que era cedo demais para dizer o que acontecerá em seguida. O advogado de Butler não quis comentar, e uma mensagem buscando um comentário foi deixada com um advogado de Haynes.
Não é de surpreender se os três homens estavam agindo juntos, disse Celia Williamson, diretora do Instituto de Tráfico Humano e Justiça Social da Universidade de Toledo.
“Isso mostra o que já sabíamos, que o tráfico sexual é um negócio,” disse ela. “É claro que eles faziam tudo juntos. É desse jeito que isso avança.”
Promotores dizem que Haynes começou a procurar e seduzir uma menina de 14 anos em 2014 e que ele deu para ela dinheiro em troca de sexo. Ele também a avisou que ela não dissesse nada porque isso arruinaria a família dele e a igreja dele, de acordo com documentos do tribunal.
Haynes mais tarde introduziu a menina para Jenkins e compartilhou fotos e vídeos que ele havia gravado, disseram os promotores.
Jenkins, que seguiu as pegadas de seu pai se tornando um pregador em 1994, fundou os Ministérios de Vida Abundante em Toledo sete anos atrás. A igreja fechou depois da prisão dele.
Ele começou a ter sexo com a menina suprida por Haynes em dezembro, e mais tarde com outra menina menor de idade, um agente do FBI testificou. Uma dessas meninas frequentava a igreja dele, o agente disse.
Jenkins, testificou o agente, teve sexo com as meninas na casa dele, no escritório da igreja e num motel. Ele muitas vezes gravava os atos com seu telefone, de acordo com documentos do tribunal.
O mesmo agente disse que uma terceira garota tinha 15 anos quando ela se encontrou com Butler na igreja de Haynes.
Butler começou a dar carona para a garota para o trabalho e tentou tocá-la e convencê-la a ter sexo, ela disse aos investigadores. Eles mais tarde tiveram sexo duas vezes, ela disse de acordo com um documento de tribunal.
O agente do FBI disse que Butler confessou ter sexo com a garota e saber que ela era menor de idade, mas ele negou dar a ela dinheiro em troca de sexo.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da FoxNews: 3 pastors accused of luring teen girls, paying for sex
Leitura recomendada:

18 de novembro de 2017

Líder do ministério One for Israel critica discurso de pastores que não enxergam os pecados da nação israelense


Líder do ministério One for Israel critica discurso de pastores que não enxergam os pecados da nação israelense

Jarbas Aragão
Eitan Bar, um judeu messiânico nascido e criado em Tel Aviv, está se opondo publicamente a uma questão que parece estar dividindo cada vez mais opiniões. Formado em Estudos Bíblicos pela Faculdade da Bíblia de Israel, em Jerusalém, e com mestrado em teologia pela Liberty University, uma faculdade cristã conservadora dos EUA, atualmente faz seu Doutorado pela Dallas Theological Seminary.
Diretor de mídia e evangelismo da missão “One for Israel”, ele decidiu se posicionar após a repercussão das declarações de alguns líderes evangélicos norte-americanos sobre os judeus serem o povo escolhido e não precisarem ser evangelizados. Eitan ficou bastante incomodado ao ver pastores ensinando que a aliança de Deus com Abraão pode ser comparável à nova aliança em Cristo Jesus.
Recentemente, Tommy Waller, um missionário norte-americano que vive em Israel há 13 anos, divulgou um vídeo onde implora para que os cristãos parem de tentar evangelizar os judeus e se dediquem a “facilitar a sua restauração profética”.
Mas o principal alvo das críticas de Eitan é o pastor John Hagee, do ministério Cristãos Unidos por Israel (CUFI, na sigla original). Ele ensina que os judeus não precisam de um relacionamento pessoal com Jesus pois poderiam ser salvos apenas cumprindo os estatutos da Antiga Aliança.
Eitan se diz “chocado” pois pregadores como Hagee não conseguem entender o propósito da aliança abraâmica. Segundo ele, tratava-se de um pacto com uma nação, mas que nada tem nada a ver com a salvação pessoal. Lembrando que grande parte da lei ensinada por Moisés versa sobre os sacrifícios feito pelos sacerdotes no templo, seria impossível para um judeu seguir isso hoje em dia.
“Isso [sacrifícios] foi apenas para nos levar a Cristo. Não podemos separar a Aliança de Moisés das leis de Moisés. As leis são apenas uma consequência da aliança; elas não se sustentam sozinhas… O pacto foi ratificado pelo derramamento de sangue (Êx 24, 8) e foi mantido pelo sangue dos sacrifícios sobre o altar (Êx 30:10). Sem o sistema sacrificial, somos incapazes de manter a aliança de Moisés. Além disso, a Bíblia diz que ninguém pode manter a Lei, nem ser justificado pelas obras da lei (Gl 2:16), portanto, ninguém poderia ser salvo através dela. É somente o sangue de Yeshua, o Messias (Jesus) que pode nos salvar e lavar o nosso pecado”, escreveu ele no site do ministério.
Citando vários ensinamentos de Hagee em seu livro, “Em defesa de Israel” que considera “perigoso”, Eitan diz que “A mensagem de Yeshua não foi sobre a questão geopolítica, mas era espiritual. A paz no Oriente Médio não virá de Benjamin Netanyahu, nem do CUFI de Hagee, mas só pode acontecer ao pé da cruz, quando judeus e árabes reconhecerem a Cristo e crerem no príncipe da paz”.
O líder messiânico apontou que o Estado moderno de Israel tem muitos problemas político, com uma em cada 3 crianças israelenses na linha de pobreza do país, um dos maiores índices no mundo desenvolvido.
Ele também lembra que o país vive sérias questões morais, incluindo denúncias de corrupção de líderes políticos, legalização da prostituição e a presença do país na lista do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos como um dos grandes usuários de drogas. Israel também é um dos líderes mundiais quando se trata de abortos – em média 55 bebês são mortos diariamente – algo subsidiado pelo governo.
“Assim como em qualquer outro lugar do mundo, nosso país é composto de seres humanos pecadores, que infelizmente ainda não reconheceram sua necessidade de terem um Salvador. Como resultado, as decisões imorais do nosso país são evidentes”, conclui Eitan, deixando claro que ama Israel e por isso não pode fechar os olhos para o que precisa ser corrigido.
Por isso, o líder do One for Israel faz um apelo: “O que o meu povo [judeus] realmente precisa é de Yeshua! Então, queridos cristãos, como um judeu seguidor de Jesus, meu desafio para você não é amarem os judeus incondicionalmente, mas viverem de acordo com o mandamento bíblico de provocar ciúmes em Israel (Romanos 11:11)… Caro pastor Hagee, Israel não precisa dos milhões de dólares que seu ministério envia para apoiar causas seculares. O que Israel precisa é da mensagem do evangelho. O que o meu povo precisa é ouvir sobre Yeshua, o seu salvador judeu!”
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:

17 de novembro de 2017

Ditador assassino de massas se torna amigo dos EUA


Ditador assassino de massas se torna amigo dos EUA

William Murray
O presidente Omar al-Bashir do Sudão foi indiciado pelo Tribunal Criminal Internacional (TCI) como criminoso de guerra, e existe um mandado internacional de prisão para ele. O planejamento dos atentados a bomba em 1998 das embaixadas americanas no Quênia e Tanzânia foi feito no Sudão sob a vigilância desse assassino de massas, que há muito tempo comete genocídio.
Esse mesmo Omar al-Bashir é agora ao que tudo indica um bom sujeito aos olhos do presidente Donald Trump e seus novos amigos, os neocons. Eles recentemente removeram as sanções que haviam sido impostas no Sudão, ainda que o assassinato de cristãos continue nas Montanhas Nuba sob o regime de al-Bashir.
O mandado de prisão do TCI por crimes de assassinato em massa em Darfur e a condição do Sudão como “país que patrocina o terrorismo” foram reconhecidos e apoiados pelos Estados Unidos até maio de 2017 sob o governo Trump.
Entretanto, o que é curioso é que enquanto al-Bashir, que continua a não se arrepender de nada, está sendo recompensado pelos EUA com a cessação das sanções, há um coro uivante de ameaças contra o presidente iraniano Hassan Rouhani, muito respeitado líder iraniano moderado que está desesperadamente tentando liberalizar o Irã e integrá-lo, por meio do comércio e outros meios, com o restante das nações do mundo.
O desejo do presidente Trump é isolar o Irã diplomaticamente e economicamente assim destruindo as esperanças do presidente Rouhani. Os mulás linhas-duras do Irã que têm feito resistência a toda medida para avançar a liberalização estão quietos — pois eles estão esperando que Trump tenha êxito! O fracasso de Rouhani significará mais poder para os linhas-duras e menos para o povo.
Historicamente, as sanções, embargos e isolamento das nações, usados pelos EUA como meio de “deter a agressão delas,” têm em todos os casos realmente aumentado o poder dos déspotas que foram os alvos! Como um exemplo, Cuba tem sido o alvo de embargos e sanções dos EUA por mais de seis décadas. Longe de remover os irmãos Castro do poder, as sanções e isolamento lhes deram condições de controlar melhor a população de Cuba por causa da falta de contato e influência externa.
A história do fracasso dessas táticas é longa. Começando em 1939, o presidente Roosevelt agiu para deter a agressão japonesa mirando o comércio japonês, enquanto ao mesmo tempo dava assistência financeira e equipamento militar para a China. Essas sanções e embargos foram aumentados em 1940 e 1941, e assessores militares (Tigres Voadores) foram enviados para a China. Todo comércio com o Japão foi cessado e cargas de petróleo foram cortadas em 1941. A agressão militar do Japão contra seus vizinhos aparentemente não foi contida por essas medidas, pois Pearl Harbor sofreu um bombardeio em 7 de dezembro de 1941.
O cenário de sanções foi repetido com o Vietnã do Norte e continua com a Coreia do Norte hoje. Os lançamentos de mísseis e testes de bombas nucleares do regime de Kim indicam que as sanções e embargos dos EUA estão funcionando muito bem com a Coreia do Norte.
Enquanto isso, as sanções americanas contra a Rússia estão prejudicando a economia europeia e realmente forçaram algumas empresas europeias a demitir grande número de funcionários. Ao mesmo tempo, a Rússia e a China construíram oleodutos e gasodutos entre seus dois países de modo que a China possa comprar vastas quantidades de petróleo da Rússia, assim beneficiando a economia russa. O comércio da Rússia com outras nações que não honram a política de sanções dos EUA também aumentou. Outro “sucesso” das sanções dos EUA: a Rússia agora exporta mais trigo do que os Estados Unidos.
Esse longo histórico de “sucesso” das sanções americanas tem levado o presidente Trump a aceitar o conselho dos neocons, e das agências de espionagem da Arábia Saudita e de Israel, e promover mais sanções e embargos para “mudar a conduta” do Irã.
Se essas sanções vão funcionar bem contra o Irã e contra os mulás, por que é que essa política de contenção não é mais necessária para lidar com um assassino de massas como al-Bashir do Sudão?
(Em total transparência, já tive almoço no lar de al-Bashir no Sudão a convite de um ex-parlamentar que mais tarde foi indiciado por violar as sanções impostas no Sudão. O propósito da minha visita foi uma missão de apuração de fatos para determinar a condição das minorias religiosas no Sudão.)
Uma das experiências mais estranhas da minha vida foi apertar a mão do presidente al-Bashir e sentir que o que ele mais gostaria de fazer era me matar em alguma data posterior. Em sua presença dava para sentir o poder e a confiança de um assassino, enquanto ele fazia piadas e ria com a equipe de apuração de fatos que estava comigo, tranquilamente nos assegurando que a liberdade religiosa não existente de sua nação realmente existia.
Ao que tudo indica, o presidente Trump viu alguma coisa boa nesse ditador assassino de massas que eu não consegui ver, pois ele está agora na lista de mocinhos dos EUA — apesar do fato de que ele faz Kim Jong-um da Coreia do Norte parecer um verdadeiro compassivo em comparação. Ou talvez isso foi um passo compreensível para o governo de Trump, já que os Estados Unidos são aliados da Arábia Saudita, e o Sudão está dando apoio militar dos sauditas em sua guerra sangrenta contra o povo do Iêmen. Os embargos e bloqueios da Arábia Saudita contra o Iêmen têm causado dezenas de milhares de mortes por doença e fome desde 2015. A Arábia Saudita tem usado bombas americanas para aniquilar hospitais e escolas — e tem até disparado mísseis americanos em multidões reunidas em casamentos e funerais. Tudo isso sem uma única palavra de condenação do presidente Obama e do presidente Trump.
Desde o encontro do presidente americano Dwight D. Eisenhower com o rei Saud em 1957 e a Doutrina Eisenhower, os EUA assumiram o compromisso de serem conduzidos numa correia de cachorro pelos corruptos reis sauditas em troca de dólares americanos sendo a moeda de referência no comércio do petróleo. Se os reis sauditas abandonarem o petrodólar, o valor de um dólar seria o que custa para a Reserva Federal (o banco central dos EUA) imprimi-lo. Os Estados Unidos seriam forçados a pagar integralmente a dívida que devem aos chineses com moeda real (ouro), causando inflação enorme.
Tudo o que as nações que querem sair da “lista de bandidos” dos EUA precisam fazer é se tornar amigas dos governantes corruptos e assassinos da Arábia Saudita.
A correia de cachorro que une os Estados Unidos à Arábia Saudita precisa ser quebrada. Os EUA, que são ricos em energia e uma superpotência militar, não precisam da mancha vergonhosa da família real saudita corrupta e assassina em sua estrutura nacional.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Mass-murdering dictator becomes America’s buddy
Leitura recomendada sobre os neocons:
Leitura recomendada sobre a Arábia Saudita:
Artigos de William Murray:

15 de novembro de 2017

Polícia prende cavalo por coice em carro no Brasil


Polícia prende cavalo por coice em carro no Brasil

Julio Severo
A polícia brasileira colocou atrás das grades um cavalo por dar um coice num carro.
Para a surpresa de seu dono, o cavalo Faceiro foi colocado atrás das grades por aproximadamente 24 horas depois de ser acusado de danos criminais na cidade de Nossa Senhora Aparecida, nordeste do Brasil.
O cavalo foi detido desde a noite de domingo até a tarde de segunda-feira para compensar a irada dona do carro que exigiu que o cavalo fosse preso até que ela recebesse pagamento pelos danos.
Um vídeo do desanimado cavalo encarcerado numa prisão da polícia militar gerou divertimento e indignação na mídia social. Pior: O Brasil está sendo zombando na mídia internacional.
Há uma necessidade urgente de a polícia encarcerar multidões de criminosos reais no Brasil, principalmente políticos corruptos. Mas essa necessidade nunca, em séculos da existência do Brasil, é cumprida. O Brasil está cheio de políticos corruptos desde sua descoberta em 1500.
O Brasil é a maior nação católica do mundo onde a impunidade é a verdadeira lei da terra. Impunidade se o criminoso é rico ou proeminente. Mas há lei para os outros, inclusive um cavalo inocente.
“Nossa Senhora Aparecida,” a cidade em que o cavalo foi encarcerado, recebeu seu nome em homenagem a uma estátua negra que os católicos brasileiros interpretam como Maria, a mãe de Jesus. A estátua negra é oficialmente a padroeira do Brasil e católicos brasileiros, que adoram o sincretismo, rezam para a Aparecida, que tem um santuário enorme no Brasil.
Se os brasileiros podem cometer a tolice de rezar para uma estátua negra, por que é que eles não podem cometer a tolice de encarcerar um cavalo inocente?
Como Jack Palance costumava dizer em seu programa de TV: “Acredite se quiser!”
Com informações do DailyMail.
Leitura recomendada:

14 de novembro de 2017

Cidade liberta do ISIS ou ISIS liberto da cidade?


Cidade liberta do ISIS ou ISIS liberto da cidade?

Julio Severo
O presidente Donald Trump aclamou a derrota do ISIS em outubro passado na cidade síria de Raqqa — a última grande fortaleza urbana do Estado Islâmico (ISIS).
Foto mostra homens do ISIS fortemente armados com máscaras e roupas de combate apertados na parte de trás de veículos que formaram o comboio imenso
Segundo as notícias, forças apoiadas pelos EUA libertaram completamente Raqqa, que era a capital autoproclamada do ISIS na Síria.
Trump disse: “As fortalezas do ISIS em Mosul e Raqqa” foram libertas “como resultado” de ordens que ele deu aos comandantes americanos durante seus primeiros dias no cargo. “Fizemos, junto com nossos parceiros de coalizão, mais progresso contra esses terroristas malignos nos vários meses passados do que nos vários anos passados.”
Essas “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” incluíram a Arábia Saudita e os rebeldes sírios, sustentados no passado por Obama e agora sustentados por Trump.
Resultado? Ainda que muitas reportagens tivessem indicado uma vitória total com uma extinção esperada do ISIS em sua capital na Síria, a realidade foi diferente. Não houve nenhuma extinção.
De acordo com o DailyMail, 4.000 militantes do ISIS e suas famílias teriam recebido permissão para deixar Raqqa num comboio longo de seis quilômetros, acrescentando: “Testemunhas disseram que o comboio incluía números ‘imensos’ de terroristas estrangeiros — inclusive alguns que falavam inglês — que segundo disseram desde então se espalharam na Síria e foram para a Turquia, potencialmente a caminho da Europa.”
ISIS em 2014
O comboio do ISIS estava carregando toneladas de armas e munição. Os terroristas do ISIS tiveram permissão de partir carregando fuzis AK47s em cima de algumas de suas caminhonetes e trailers.
As “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” monitoraram o comboio do ar, jogando fogos de sinalização para ajudar os motoristas do ISIS nos 163 veículos, inclusive caminhões e ônibus, a se direcionar nas estradas.
Meu coração chora porque quando os cristãos na Síria e Iraque estavam sendo dizimados pelo ISIS, não havia “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” monitorando e protegendo comboios cristãos para escapar do ISIS. Aliás, enquanto o ISIS tem modernos carros americanos, os cristãos perseguidos pelo ISIS não tinham nenhum carro moderno para escapar.
Eles não tinham toneladas de armas e munição para se defender do ISIS.
Os cristãos não escaparam, pois ninguém os ajudou. O ISIS escapou.
EUA e seus aliados muçulmanos “contra” o ISIS
Ainda que o governo de Trump quisesse exterminar os terroristas do ISIS, a Arábia Saudita permitiu que eles deixassem e mudassem para outras partes da Síria.
Como é que esse resultado triste poderia ser diferente? Os rebeldes sírios têm em grande parte ajudado o ISIS e lutado contra o governo sírio, a única resistência local real ao ISIS.
Como o ISIS, os rebeldes sírios, apoiados pela Arábia Saudita e os EUA desde Obama, também perseguem e massacram cristãos.
A Arábia Saudita não tinha nenhuma permissão de invadir a Síria, mas mesmo assim o fez.
Os Estados Unidos sob Obama tinham e sob Trump têm permissão de invadir a Síria? Não, mas mesmo assim invadiram. Se Trump quisesse combater o ISIS na Síria, ele não poderia ter uma parceria com a Arábia Saudita, aliada do ISIS. E ele precisava de permissão do governo sírio e parar de financiar e armar os rebeldes sírios que desde Obama lutam para derrubar o governo sírio.
A Rússia está na Síria por permissão direta do governo sírio. É de duvidar que a Rússia permitiria que os terroristas do ISIS escapassem de Raqqa. Mas os EUA e seus parceiros de coalizão fizeram exatamente isso.
Os cristãos no Ocidente jamais podem esquecer que o ISIS é uma máquina de genocídio contra cristãos na Síria e Iraque.
Por que os EUA e seus parceiros de coalizão permitiram que essa máquina de genocídio escapasse?
É hora de os EUA se sentarem à mesa e convidarem a Síria para ser parceira, pois só a Síria vem lutando decisivamente contra o ISIS.
É hora de os EUA pedirem desculpas por apoiarem os rebeldes sírios desde Obama e por invadirem a Síria sem a permissão de seu governo.
É hora de os EUA pedirem desculpas à Síria porque Obama criou o ISIS, que devastou a população cristã síria.
Se os EUA podem ter a Arábia Saudita, o principal patrocinador do terrorismo islâmico mundial e inimiga dos cristãos, como parceira, por que é que os EUA não podem ter como parceira a Síria, cuja população cristã foi a vítima principal do ISIS apoiado pelos sauditas?
Obama criou confusão genocida contra os cristãos na Síria. A confusão continua.
Raqqa não foi liberta do ISIS. O ISIS foi liberto de Raqqa.
Com informações do DailyMail e the DailyBeast.
Leitura recomendada: