10 de dezembro de 2016

CIA conclui que Rússia interveio nas eleições dos EUA com a meta de ajudar Trump a ganhar


CIA conclui que Rússia interveio nas eleições dos EUA com a meta de ajudar Trump a ganhar

Indivíduos ligados ao governo russo hackearam os sistemas de computador do Partido Democrático e do Partido Republicano, mas vazaram informações apenas de líderes democráticos, revela a CIA

Julio Severo
A CIA concluiu que a Rússia interveio na eleição de 2016 para ajudar o presidente eleito Donald Trump a ganhar a Casa Branca, de acordo com reportagens dos jornais americanos Washington Post e The New York Times, que confirmaram que a Rússia favoreceu ativamente Trump.
Citando autoridades dos EUA informadas sobre o assunto, o Washington Post disse que agências de espionagem dos EUA haviam identificado indivíduos ligados ao governo russo que forneceram milhares de e-mails hackeados do Comitê Nacional Democrático e outros, inclusive do presidente da campanha presidencial de Hillary Clinton, para o WikiLeaks.
As autoridades descreveram os indivíduos como pessoas que os serviços de espionagem dos EUA já sabiam eram parte de uma operação russa maior para impulsionar Trump e reduzir as chances de Hillary ganhar a eleição.
Os emails hackeados passados para o WikiLeaks eram uma fonte regular de humilhação para a campanha de Hillary durante a corrida para a presidência.
Agências de espionagem dos EUA também descobriram que os russos hackearam os sistemas de computador do Comitê Nacional Republicano, mas não divulgaram as informações. Isso fez a CIA concluir que a Rússia tinha a intenção de promover Trump contra Hillary.
“A avaliação das agências de espionagem dos EUA é que a meta da Rússia foi favorecer um candidato contra o outro, para eleger Trump,” o Washington Post citou uma elevada autoridade dos EUA dizendo. “Essa é a opinião de consenso.”
A CIA apresentou provas cada vez mais volumosas de múltiplas fontes durante uma reunião secreta com vários senadores na semana passada, com agentes dizendo que havia se tornado “muito claro” que a Rússia estava apoiando uma vitória de Trump, noticiou o Washington Post. Eles disseram que a meta da Rússia era eleger Trump.
A equipe de Trump rejeitou as revelações da CIA na sexta-feira, dizendo: “Essas são as mesmas pessoas que disseram que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.”
Essa foi uma resposta confusa, pois quando o ex-presidente direitista americano George W. Bush disse que Saddam tinha armas de destruição em massa, a maioria dos esquerdistas, especialmente nos meios de comunicação, dizia que não havia tais armas. Em contraste, a maioria dos grupos direitistas e conservadores ficou do lado de Bush. A política esquerdista mais proeminente a ficar com Bush foi a então senador Hillary Clinton.
Muito embora a equipe de Trump esteja descartando que soubesse de uma interferência russa nas eleições americanas para ajudá-lo a ganhar, em sua campanha em julho passado Trump disse: “Rússia, se você está ouvindo, espero que você possa encontrar os 30 mil e-mails perdidos.” Ele se referia aos e-mails no servidor particular de Hillary que ela disse que deletou. Essas mensagens envolviam os assuntos do Departamento de Estado e seu uso num servidor particular constitui crime.
Em outubro passado, o presidente russo Vladimir Putin foi publicamente acusado pelo governo dos EUA de conspiração para interferir na eleição presidencial contra Hillary Clinton e seu partido, e agora a CIA confirmou essa acusação.
Afinal, a interferência russa foi benéfica ou não? De uma perspectiva esquerdista, não, pois Hillary perdeu. Mas de uma perspectiva conservadora, foi útil, principalmente porque tanto Trump quanto Putin têm se oposto ao bilionário esquerdista George Soros e suas organizações.
Aliás, numa das medidas pró-família mais poderosas de nossa época, Putin aprovou uma lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças — uma lei que foi louvada pelo Rev. Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham, mas condenada por Obama e outros líderes ocidentais. Por isso, não é de admirar que Putin foi nomeado como “Personalidade do Ano” em 2014 pela The Advocate, a mais antiga revista homossexual dos EUA. Ele foi retratado como o inimigo número 1 dos militantes homossexuais do mundo inteiro só porque ele protegeu as crianças russas dos homossexualistas e sua propaganda prejudicial.
A oposição russa à agenda gay tem sido uma motivação forte para Obama e seus aliados lutarem contra Putin. Aliás, o Rev. Scott Lively alertou: “Obama orquestrou o golpe na Ucrânia para reiniciar a guerra fira e impedir a Rússia de liderar uma revolta mundial contra a agenda LGBT.”
A crise ucraniana, provocada por George Soros e neocons americanos, tem sido uma ferramenta conveniente dos EUA contra Putin.
Ao interferir nas eleições, a Rússia derrotou Soros e seu aliado, Hillary Clinton, que certamente avançaria interesses neocons e a agenda gay nos EUA e no mundo inteiro. O ativismo homossexual dela não era mistério. Era cristalino e tirânico.
Trump não é um conservador de verdade, e ele não tem nenhum histórico conservador, mas ele é relativamente aberto ao diálogo (uma abertura que Hillary não tinha). Os conservadores deveriam aproveitar essa abertura para pressionar Trump a abandonar suas más decisões.
Uma dessas decisões más foi Trump nomeando o homossexualista Peter Thiel, o fundador do PayPal, para ajudá-lo a escolher pessoas para seu governo.
Diferente de Hillary, que escolheria só esquerdistas para seu governo, Trump tem escolhido esquerdistas e conservadores. E ele tem também escolhido neocons, os quais ele havia prometido combater. Ele precisa de assistência espiritual para manter sua promessa de combater os neocons.
A Rússia de Putin fez uma boa ação ao ajudar Trump a ganhar. A boa ação dos conservadores seria pressionar Trump, entre outras metas, a fazer como a Rússia está fazendo: proteger as crianças da propaganda homossexual.
Com informações da Reuters, Haaretz e DailyMail
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8 de dezembro de 2016

Deus é bom para Israel: Como a Providência impediu Franklin Roosevelt de impedir o nascimento do moderno Estado de Israel


Deus é bom para Israel: Como a Providência impediu Franklin Roosevelt de impedir o nascimento do moderno Estado de Israel

Julio Severo
Com saúde precária dois meses antes de sua morte, o presidente americano Franklin Delano Roosevelt se encontrou com o rei Abdul Aziz ibn Saud, o fundador da Arábia Saudita, no navio USS Quincy no Canal de Suez. Mais tarde, em 5 de abril de 1945, Roosevelt escreveu ao rei Abdul prometendo que enquanto ele fosse presidente, os Estados Unidos nunca reconheceriam um Estado judeu: “Comuniquei a você a atitude do governo americano para com a Palestina… que nenhuma decisão fosse tomada… Garanti a você que eu não tomaria nenhuma ação, em minha função como chefe do Executivo… com relação à questão da Palestina… a política deste governo… não mudou.” (Conforme informação de Bill Federer no WorldNetDaily.)
Crianças judias em campo de concentração nazista
Uma semana depois de fazer essa promessa, o Roosevelt enfermo morreu. Mesmo assim, os EUA não foram a primeira nação a reconhecer Israel. O primeiro país foi a União Soviética.
Roosevelt não queria nenhum papel dos EUA no nascimento do moderno Estado de Israel. Aliás, ele queria que os EUA impedissem o nascimento.
Entretanto, os discursos públicos dele não espelhavam suas conversas privadas com ditadores sauditas. Em 24 de março de 1944, Roosevelt publicamente explicou que a meta original da Organização das Nações Unidas (ONU) era proteger os judeus. Ele disse: “Num dos crimes mais tenebrosos de toda a história — iniciado pelos nazistas… o assassinato sistemático em atacado dos judeus da Europa continua com força total… Centenas de milhares de judeus… estão agora ameaçados com aniquilação enquanto os exércitos de Hitler avançam… A ONU tem deixado claro que perseguirá os culpados… Todos os que conscientemente tomam parte na deportação dos judeus para suas mortes… são igualmente culpados juntamente com os carrascos… A ONU está lutando para criar um mundo em que a tirania e a agressão não possam existir.”
Roosevelt inventou o nome “Nações Unidas” para os países aliados que lutavam juntos contra o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores (Partido Nazista) e contra o antissemitismo nazista. A aliança mais polêmica dele foi com a União Soviética, que, apesar de marxista, combatia o antissemitismo nazista e tinha muitos líderes políticos e militares judeus.
No entanto, essa aliança supostamente para salvar os judeus não faz sentido quando consideramos que Roosevelt também não queria nenhum papel dos EUA no resgate dos judeus da Alemanha nazista. De acordo com o escritor judeu americano David S. Wyman, autor do livro best-seller do New York Times em 1984 “The Abandonment of the Jews: America and the Holocaust, 1941-1945” (Os Judeus Foram Abandonados: Os Estados Unidos e o Holocausto), o governo de Roosevelt estava ciente de tesouros nazistas e do sofrimento dos judeus de 1941 a 1945, mas ignorou os judeus e teve cuidado excessivo para resgatar os tesouros nazistas.
A acusação de Wyman é muito simples: Roosevelt sabia acerca da condição horrenda dos judeus antes e durante toda a 2ª Guerra Mundial, mas ele nunca interveio. Ele nunca ordenou o bombardeio das vias férreas que levavam milhões de judeus para campos de morte. Em contraste, o governo dele trabalhou muito para salvar os tesouros nazistas.
Ainda que alguns escritores argumentem que Roosevelt foi enganado por marxistas, a realidade mais profunda é, de acordo com William T. Still em seu livro “New World Order” (Nova Ordem Mundial), que “A família de Franklin Delano Roosevelt sempre apoiou as sociedades secretas e o marxismo. O ancestral dele, Clinton B. Roosevelt, vereador em Nova Iorque, era um famoso socialista americano.”
Still diz que a vida de Roosevelt era marcada por socialismo e maçonaria. Foi marcada também por uma morte providencial que o impediu de impedir o nascimento do moderno Estado de Israel.
Com informações do WND, Bill Federer e “The Abandonment of the Jews: America and the Holocaust, 1941-1945.”
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Todos os israelenses deverão se juntar ao banco de dados biométricos


Todos os israelenses deverão se juntar ao banco de dados biométricos

(Haaretz) Todos os residentes de Israel vão ter de se juntar ao banco de dados biométricos, o qual incluirá fotos faciais de alta resolução e impressões digitais de dedos indicadores, anunciou o ministro do Interior Arye Dery.
As pessoas poderão escolher se salvar suas impressões digitais no banco de dados ou só em seus cartões de identidade e passaportes. No entanto, se recusarem salvar suas impressões no banco de dados, documentos de identidade atualmente válidos por 10 anos serão válidos apenas por cinco.
Até o momento, passaportes ou identidades biométricos foram dados para aproximadamente um milhão de israelenses, que concordaram em se juntar ao banco de dados de forma voluntária.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): All Israelis must join biometric database
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6 de dezembro de 2016

Manual Bíblico de Halley e a Inquisição


Manual Bíblico de Halley e a Inquisição

Julio Severo
Eu havia lido, de capa a capa, o “Manual Bíblico de Halley” trinta anos atrás. Com seu foco na Bíblia e o modo como a Bíblia foi fundamental para o patriotismo dos EUA, Halley me ajudou a entender a história da Igreja e apreciar os alicerces evangélicos dos EUA.
De acordo com Halley, a Bíblia e o patriotismo andavam juntos na história americana. Uma das muitas referências patrióticas proeminentes no Halley era o primeiro presidente americano George Washington dizendo: “É impossível governar corretamente uma nação sem Deus e a Bíblia.”
O manual evangélico patriótico tinha também outros presidentes dos EUA louvando a Bíblia:
Presidente U.S. Grant: “A Bíblia é a âncora mestra de nossas liberdades.”
Presidente Andrew Jackson: “Este livro, senhor, é a Rocha na qual está firmada nossa república.”
Presidente John Quincy Adams: “Tão grande é a minha veneração pela Bíblia, que quanto mais cedo as crianças começarem a lê-la mais confiança terei de que elas serão cidadãos úteis para à pátria e membros respeitáveis da sociedade. Há vários anos tenho o costume de ler a Bíblia inteira uma vez por ano.”
Adorei esse patriotismo centrado na Bíblia!
A edição disponível a nós no Brasil então era uma tradução da edição em inglês publicada em 1962 pela Editora Zondervan. O manual original em inglês já tinha vendido mais de 1 milhão de exemplares nos EUA no início da década de 1960.
Algum tempo atrás precisei de seus recursos informativos, pois alguns católicos brasileiros, ativos no movimento conservador e pró-vida, começaram a minimizar a gravidade dos horrores da Inquisição e pregar um revisionismo estranho para desinfetá-la.
Em minha opinião, os católicos hoje não têm nenhuma culpabilidade pelos crimes de sua igreja séculos atrás. Mas a defesa do revisionismo da Inquisição, que cometeu muitos desses crimes, é totalmente incompatível com o movimento e unidade conservadora e pró-vida.
Um dos revisionistas mais estridentes é um brasileiro que é imigrante nos EUA que disse: “O mito da Inquisição foi a mais vasta e duradoura campanha de calúnia e difamação de todos os tempos, dura até hoje, com financiamento milionário, e parece que não vai acabar nunca. Quem a inventou não foram iluministas nem comunistas. Foram protestantes, que continuam a promovê-la até agora, tendo como centro irradiante as igrejas dos EUA.”
Minimizando a gravidade dos horrores da Inquisição, ele também disse: “Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados,’ entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.”
É claro que católicos pró-vida honestos nunca concordariam com essa descrição enganosa. A Conservapedia, cujo dono é o professor católico de homeschooling Andrew Schlafly, disse: “Muitas inquisições [católicas] usavam tortura brutal para extrair confissões de pessoas acusadas de heresia. Embora muitos dos que eram acusados de heresia fossem soltos depois de se arrependerem de suas opiniões e declararem sua lealdade à Igreja Católica, um número significativo de pessoas — consistindo quase que inteiramente das que se recusavam a se arrepender — eram executadas por uma variedade de métodos deliberadamente dolorosos, inclusive fogueira na estaca enquanto estavam vivas, jogadas em óleo fervendo e amarradas na ‘roda de quebrar ossos.’”
Para confrontar o aparecimento de um movimento revisionista estridente no Brasil, adquiri a edição americana mais recente do Manual Bíblico de Halley, achando que poderia trazer mais informações sobre a Inquisição do que a edição brasileira muito mais antiga que li décadas atrás. Mas como fiquei surpreso quando verifiquei que o manual bíblico moderno (publicado por Zondervan em 2000) tinha uma única referência à Inquisição. Nessa menção solitária, Halley disse que a Igreja Católica “formou a Inquisição para perseguir os protestantes.” Mais nada.
Além disso, a nova edição americana removeu todas as referências aos presidentes americanos louvando a Bíblia. Não mais a Bíblia e o patriotismo juntos. Não mais condenações à Inquisição.
Muito diferente da edição antiga que tem 24 menções! Cinquenta anos atrás a Zondervan era uma editora evangélica de verdade, mas em 1988 a Zondervan foi comprada por uma editora secular, a HarperCollins, que publica livros demoníacos, inclusive a Bíblia Satânica.
Isso explica por que a edição atual do Manual Bíblico de Halley foi totalmente sanitizada (ou será satanizada?) de suas muitas referências históricas à Inquisição? Por que uma editora evangélica amputaria informações importantes sobre a Inquisição enquanto sua organização chefe não amputa livros patentemente satânicos é um mistério. Mas agradar a satanistas e radicais pró-Inquisição não é o jeito evangélico. Censurar presidentes dos EUA louvando a Bíblia não é o jeito evangélico.
Em vez de censurar, um novo manual de Halley deveria acrescentar Ronald Reagan louvando a Bíblia. Aliás, deveria fazer uma exibição proeminente de Reagan proclamando 1983 como o Ano da Bíblia nos Estados Unidos. Mas a nova edição não tem nenhum presidente americano louvando a Bíblia e nenhuma condenação à Inquisição.
Enquanto a edição mais recente (publicada em 2000) de Halley tem apenas uma menção da Inquisição, a edição brasileira de 1962 publicada por Edições Vida Nova tem 24 referências à Inquisição, inclusive:
Os horrores da Inquisição, ordenada e mantida pelos papas, durante um período de 500 anos, no decurso dos quais incontáveis milhões de pessoas foram torturadas e queimadas, constituem o quadro mais BRUTAL, BESTIAL e ENDIABRADO de toda a história universal. (Página 645.)
Papa Inocêncio III, 1198-1216: Proibiu a leitura da Bíblia em vernáculo. Ordenou o extermínio dos hereges. Instituiu a INQUISIÇÃO. Mandou massacrar os albigenses. Mais sangue foi derramado durante seu pontificado e dos seus imediatos sucessores do que em outro qualquer período da história da Igreja, salvo no esforço papal por esmagar a Reforma, nos séculos 16 e 17.
A inquisição, denominada “SANTO OFÍCIO”, foi instituída por Inocêncio III e aperfeiçoada sob o segundo papa que se seguiu, Gregório IX. Era o tribunal eclesiástico, ao qual incumbia prender e castigar os hereges. Exigia-se que todos prestassem informação sobre pessoas heréticas. Todos os suspeitos de heresia estavam sujeitos a torturas, sem saber quem os havia acusado. O processo corria, secretamente. O inquisidor pronunciava a sentença e a vítima era entregue às autoridades civis para ser encarcerada pelo resto da vida, ou ser queimada. Seus bens eram confiscados e divididos entre a Igreja e o Estado.
No período que se seguiu imediatamente a Inocêncio III, a Inquisição executou sua obra mais fatal no sul da França (ver sobre os albigenses), mas a ela coube a responsabilidade de vastas multidões de vítimas na Espanha, Itália, Alemanha e Países Baixos. Mais tarde, foi ela a principal agência do esforço papal por esmagar a Reforma. Afirma-se que nos 30 anos, entre 1540 e 1570, nada menos de 900.000 protestantes foram mortos, na guerra movida pelo papa com o fim de exterminar os valdenses. Imagine-se o que não era frades e padres, insensivelmente cruéis e desumanamente brutais, a dirigirem a obra de torturar e queimar vivos homens e mulheres inocentes; e faziam isto em nome de Cristo, por ordem direta do seu “vigário”. A INQUISIÇÃO é o FATO MAIS INFAME da História. Foi inventada pelos papas e usada por eles, durante 500 anos, na mantença do seu poder. (Página 688.)
Nos Países Baixos, a Reforma foi logo aceita; luteranismo, e depois calvinismo; os anabatistas já eram numerosos. Entre 1513 e 1531, publicaram-se 25 diferentes traduções da Bíblia em holandês, flamengo e francês. Os Países Baixos eram parte dos domínios de Carlos V. Em 1522 estabeleceu ele, aí, a Inquisição, e mandou queimar todos os escritos luteranos. Em 1546, proibiu a impressão e a posse da Bíblia, quer na Vulgata, quer traduções. Em 1535, decretou a “morte, pelo fogo”, dos anabatistas. Filipe II (1566-98), sucessor de Carlos V, tornou a expedir os editos de seu pai, e, com o auxílio dos jesuítas, levou adiante a perseguição com fúria ainda maior. Por uma sentença da Inquisição, toda a população foi condenada à morte, e sob Carlos V e Filipe II mais de 100.000 foram massacrados com brutalidade incrível. Alguns eram acorrentados a uma estaca perto do fogo e torrados, lentamente, até morrer; outros eram lançados em masmorras, açoitados, torturados em cavalete, antes de serem queimados. Mulheres eram queimadas vivas, metidas à força em esquifes apertados, pisoteados pelos carrascos. Os que tentavam fugir para outros países eram interceptados por soldados e massacrados. Após anos de não-resistência, sofrendo crueldades inauditas, os Protestantes dos Países Baixos uniram-se sob a liderança de Guilherme de Orange, e, em 1572, começaram a grande revolta. Depois de sofrimentos inacreditáveis, ganharam, em 1609, sua independência; a Holanda, ao norte, tornou-se protestante; a Bélgica, ao sul, católica romana. A Holanda foi o primeiro país a adotar escolas públicas mantidas por impostos, e a legalizar princípio de tolerância religiosa e liberdade de imprensa. (Página 700.)
Na Espanha, a Reforma nunca fez muito progresso, devido à Inquisição, que já se encontrava lá. Todo esforço por liberdade ou independência de pensamento era esmagado, implacavelmente. Torquemada (1420-98), frade dominicano, arqui-inquisidor, em 18 anos, queimou 10.200 pessoas e condenou 97.000 à prisão perpétua. As vítimas eram, de ordinário, queimadas vivas, em praça pública, o que dava ensejo a festividades religiosas. De 1481 a 1808, houve, no mínimo, 100.000 mártires e 1.500.000 pessoas foram banidas. “Nos séculos 16 e 17, a Inquisição extinguiu a vida literária da Espanha, pondo a nação quase fora do círculo da civilização européia.” Quando a Reforma começou, a Espanha era o país mais poderoso do mundo. Sua presente condição de insignificância entre as nações mostra o que o papado pode fazer com um país. (Página 701.)
Halley diz que milhões pereceram na Inquisição.
Os judeus falam em milhares e milhares de vítimas judias. Em 2013, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se encontrou com o Papa Francisco no Vaticano, e deu ao líder da Igreja Católica “The Origins of the Inquisition in Fifteenth Century Spain” (As Origens da Inquisição na Espanha do Século Quinze), um livro judaico que em grande parte gira em torno de católicos espanhóis questionando, torturando e castigando judeus, expondo como milhares deles foram expulsos da Espanha ou queimados vivos na estaca.
Em contraste forte, o revisionista brasileiro que é um imigrante nos EUA garante que os números não são milhões ou milhares. Ele disse que os indivíduos condenados eram menos de dez por ano em duas dúzias de países… e morriam sem nenhuma tortura e sofrimento!
Como explicar a incoerência nos números das vítimas da Inquisição? O renomado historiador católico Paul Johnson, em seu livro “A History Of Christianity” (“Uma História do Cristianismo,” publicado no Reino Unido em 1976), explicou: “Muitos países não admitiriam de forma alguma a existência da Inquisição… Havia a destruição de registros.”
Ainda que o imigrante brasileiro se considere como um católico cuja especialidade é combater a propaganda soviética, que para ele é avançada hoje pela Rússia de Putin, ele é igualmente determinado a combater o “mito da Inquisição,” que ele disse “foi a mais vasta e duradoura campanha de calúnia e difamação de todos os tempos.”
Aliás, em julho passado ele disse que “eliminar da consciência popular mitos como a Inquisição... é infinitamente mais valioso do que ‘tirar a Dilma.” Para ele, a eliminação do “mito” da Inquisição é infinitamente mais importante do que remover um marxista da presidência do Brasil.
Se você pensou que a propaganda soviética foi a mais vasta e duradoura campanha de calúnia e difamação de todos os tempos, você está errado, de acordo o imigrante brasileiro, que num comentário recente sarcasticamente se referiu aos inimigos da Inquisição como “paladinos da fé.” Ele disse:
“Jamais vi um comunista, no exercício da verborréia revolucionária mais feroz e difamatória, descer aos abismos de malícia e perversidade em que se deleitam, neste país, os paladinos da fé.”
Então os EUA são piores do que a União Soviética porque durante séculos eram campeões da propaganda anti-Inquisição?
“Neste país” só pode significar os EUA, onde ele está vivendo neste momento como imigrante. Se evangélicos (e também judeus) anti-Inquisição são piores do que comunistas, o que brasileiro está fazendo vivendo no maior país evangélico do mundo?
Se a propaganda anti-Inquisição dos EUA foi supostamente pior do que a propaganda soviética, por que ele está atrás da cidadania americana?
A propaganda soviética foi realmente uma das coisas mais repulsivas que o mundo já viu, mas a “propaganda” anti-Inquisição, inclusive os esforços de Halley, foi uma das coisas mais necessárias que os Estados Unidos já fizeram pelo mundo. Diferente da União Soviética, a “propaganda” americana estava ligada à Bíblia e um patriotismo claramente fundado em princípios evangélicos.
Por que promover uma propaganda para sanitizar a Inquisição e difamar e satanizar os Estados Unidos por sua oposição histórica à Inquisição? O resultado dessa satanização é o atual Halley: Nada de Bíblia e patriotismo juntos. Nada de referências a presidentes dos EUA louvando a Bíblia.
Por que eles não gastam seus esforços combatendo a propaganda do aborto?
Versão em inglês deste artigo: Halley’s Bible Handbook and the Inquisition
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5 de dezembro de 2016

Na lista negra de Hollywood: Alá é amoroso, mas a não aceitação da homossexualidade leva à violência, sadismo e terrorismo


Na lista negra de Hollywood: Alá é amoroso, mas a não aceitação da homossexualidade leva à violência, sadismo e terrorismo

Julio Severo
Geralmente, nas culturas islâmicas os pais matam os filhos homossexuais. Até mesmo na cultura ocidental, eles os matam. Por exemplo, uma manchete da FoxNews disse: “Pai em Los Angeles alegadamente matou filho porque ele era gay.” O pai era Shehada Issa, um homem muçulmano.
Entretanto, pelo fato de que em Hollywood a realidade não faz sentido, num episódio intitulado “The Djinn” no seriado americano de suspense e crime Lista Negra (The Blacklist), o roteiro foi fantasticamente irreal. Um empresário muçulmano nos EUA havia sido raptado, e enquanto a polícia, até o FBI, o está procurando, ninguém sabe que ele está preso no quarto de dormir de sua alegada filha Nasim, cuja fantasia é torturá-lo e matá-lo.
Em determinada altura, com o pai amarrado e torturado, Nasim disse: “Alá nos ensina o perdão.” Essa foi a única menção de Alá no filme: um deus amoroso que supostamente ensina que em vez de violência, seus adeptos devem praticar amor e perdão. Mas esse é um Alá artístico fabricado nos EUA, pois o real Alá não perdoador, que ensina seus adeptos a matar 100.000 cristãos por ano, não faz sentido para mentes politicamente incorretas.
Então Alá precisou ser reinventado por Hollywood para ter uma imagem fictícia americana do que ele não é nas culturas islâmicas, e também para ser parte de uma máquina de fazer dinheiro de uma Hollywood que transforma pesadelos reais em fantasias lucrativas.
Em seguida Nasim acrescenta: “Mas algumas coisas são imperdoáveis.”
É óbvio que para o Alá real, um muçulmano aceitando Jesus Cristo como seu Salvador é “imperdoável.” Mas o que é “imperdoável” para Hollywood e seu Alá? A não aceitação da homossexualidade!
Aparece o criminoso-herói Raymond “Red” Reddington (papel desempenhado pelo ator James Spader) e Nasim lhe diz: “O que você quer?”
Reddington: “Oferecer minhas simpatias.”
Em seguida, num dos maiores sermões “morais” na Lista Negra, e talvez em toda a história de Hollywood, ele deu uma lição de moral sobre como Nasim nasceu homem, mas seu pai, contra sua vontade, o transformou numa “mulher” para proteger sua família de vergonha. O personagem de Reddington usa e abusa da palavra “escolha” de um jeito holllywoodiano perverso.
“Escolha” é uma palavra enganosa em Hollywood e nos EUA. Você é um criminoso nos EUA se você força uma mulher a abortar seu bebê em gestação. Mas se ela escolhe abortar por livre vontade, não é crime. Aliás, você é rotulado um criminoso se você tentar impedi-la de matar o bebê dela!
Escolha, Alá, o islamismo e a homossexualidade são vacas sagradas no roteiro, nunca para serem mencionados negativamente. Vamos ver a conversa deles:
Nasim: Sei quem é você.
Reddington: E eu sei quem é você, Nasim. Que nome belo. Significa “brisa” em persa. Mas você não nasceu Nasim. Você nasceu Nasir — “o vitorioso.” Que ironia. Mas um menino. Um menino perfeitamente saudável.
Outro personagem diz para Nasim: Sabemos que você é o Djinn.
Reddington: E este deve ser seu pai. O açougueiro. Diga-me, Bahram, foi tão horrível descobrir que seu filho de 19 anos, seu filho mais velho, era gay? Tão horrível que você o forçou contra a vontade dele a ser operado, mudar seu gênero, para lhe dar uma filha no lugar de seu filho, que é gay?
Bahram, o pai de Nasim, tremendo: Os clérigos aceitam… As pessoas podem estar aprisionadas na armadilha do corpo do sexo errado. A lei diz…
Nasim: Eu não estava aprisionado numa armadilha. Eu gostava do meu corpo. Eu gostava de homens.
Bahram: Eu queria proteger você, Nasim. Eles poderiam ter matado você.
Reddington: Por ser gay. Eles são tão homofóbicos que ser gay é um crime repugnante, mas cortar o pênis de um homem não é? Honestamente, será que só eu estou, ou será que a raça humana está, armada de religião, envenenada pelo preconceito, e absolutamente desvairada de ódio e medo, galopando confusa de volta para a Idade Média? Quem na terra fica ofendido com uma menininha indo para a escola ou uma criança sendo gay? Vamos ser sinceros, Bahram. Você não mudou seu filho para protegê-lo. Você o mudou porque ele era um desgosto para você.
De acordo com seu roteiro hollywoodiano, Nasim se tornou “O Djinn,” um criminoso sádico que ajuda a realizar fantasias de vingança por meio de sequestros terroristas, não por causa de Alá, mas porque seu pai não aceitou sua homossexualidade. O islamismo é inocente na violência de Nasim e seu pai.
De acordo com a demonologia muçulmana, o Djinn (que em português significa “gênio”) é um espírito de uma classe que habita a terra, assume formas humanas e animais e exerce poder sobrenatural. É de maravilhar que o episódio intitulado “The Djinn” da Lista Negra pareceu inspirado por demônios?
De acordo com a visão de Hollywood, não é o islamismo, ou Maomé ou o Corão que leva os muçulmanos ao terrorismo. É a não aceitação da homossexualidade!
A não aceitação da homossexualidade leva as pessoas à violência, sadismo e terrorismo — no mundo maligno de Hollywood. O roteiro deixou claro que seu Alá hollywoodiano não teve nenhum papel na violência perpetrada por seus adeptos islâmicos.
Na vida real é muito diferente. A maioria dos muçulmanos no Oriente acha que um tratamento cruel para os homossexuais é perfeitamente justificável.
Os livros escolares de educação islâmica, usados oficialmente pelo Ministério da Educação da Arábia Saudita, dizem:
“A homossexualidade é um dos pecados mais nojentos e um dos maiores crimes… É uma perversão vil que vai contra a sã natureza, e é um dos pecados mais depravados e detestáveis… O castigo para a homossexualidade é a morte… [O criminoso] deve ser queimado vivo. Outros sugerem que ele deve ser apedrejado ou jogado de um lugar elevado”.
A Arábia Saudita, um aliado dos EUA, é a capital do islamismo no mundo.
Dez países muçulmanos oficialmente impõem a pena de morte para os homossexuais. Esses países são Arábia Saudita, Irã, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão, Emirados Árabes Unidos, Iêmen e alguns estados da Malásia.
Outros países muçulmanos não têm pena de morte oficial para os homossexuais, mas os homossexuais são mesmo assim mortos pela polícia e pela população.
No mundo islâmico real Nasim não teria, a força ou não, tido nenhuma oportunidade de viver. A homossexualidade é punida com a morte no islamismo. Assim a lição de moral dada pelo criminoso-herói Reddington sobre não dar livre escolha para homossexuais não é sobre o islamismo, que na vida real mata homossexuais, mas o qual em Hollywood tem um Alá amoroso. É sobre o Cristianismo.
Hollywood, que tem medo de tratar o islamismo como uma religião que controla as pessoas e as leva à violência, se sente livre para fazer essa representação negativa do Cristianismo. Por exemplo, no episódio “Sir Crispin Crandall”, a Lista Negra tem uma cena em que o maligno diretor da CIA interrogou um criminoso usando a Bíblia. Ele disse para o criminoso, mostrando as fotos dos filhos do criminoso:
“Você conhece a Bíblia, sr. Karpos? Eu conheço. Em determinado tempo, cheguei a considerar a possibilidade de ser padre. Você consegue imaginar? Há uma passagem — Êxodo 20:5-6. ‘Porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos.’ Nós não desejaríamos isso. Desejaríamos, sr. Karpos?”
Depois da ameaça “velada” contra seus filhos, o criminoso revelou toda a informação que o diretor da CIA queria!
Dá para você imaginar Hollywood apresentando um diretor da CIA ameaçando violência contra os filhos de alguém usando o Corão? Hollywood consegue proteger o islamismo e o homossexualismo ao mesmo tempo, mas não o Cristianismo evangélico que fundou os Estados Unidos.
O fato é que as pessoas são controladas por ideologias, que as levam à violência. Hollywood representa uma ideologia esquerdista que protege o islamismo violento, retrata o Cristianismo como violento e pinta a homossexualidade como uma “escolha” boa e até compulsória, inclusive para crianças.
As fantasias de Hollywood cometem estupros violentos contra a verdade por amor a suas próprias mentiras lucrativas.
O Alá hollywoodiano perdoa e aceita a homossexualidade. Mas para Hollywood, a não aceitação da homossexualidade é um “crime” imperdoável.
Hollywood está flertando com Alá à custa da verdade, da realidade e do Cristianismo evangélico que fundou os EUA.
Muitas vezes o Reddington de sangue frio mata outros criminosos. Fico pensando no que ele faria com George Washington, o primeiro presidente dos EUA, que expulsou um soldado por homossexualidade.
Hollywood mostraria Washington como um criminoso digno de receber uma lição de moral e até mesmo ser morto por Reddington?
Hollywood o mostraria como um homem em necessidade de aprender com o Alá hollywoodiano como perdoar seu soldado homossexual?
Hollywood o mostraria como o demônio Djinn por sua oposição à homossexualidade?
Seja como for, a Lista Negra jamais fará isso com o islamismo, o Corão e a Arábia Saudita. Só cristãos e a Bíblia estão na lista negra de Hollywood.
O que Hollywood está esperando para colocar Washington em sua lista negra?
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